Aquelas coisas do momento

Aquelas coisas do momento que nos aparecem por razão nenhuma e que temos necessidade de partilhar. E porque as palavras merecem ser ditas, seja como fôr.

sábado, setembro 09, 2006

Escolhas

Não quero com este tema escrever nada de muito exaustivo.
Mas hoje vi um documentário muito interessante na RTP2 e foi algo que me marcou.
Fico a tremer e perco a força para aqui escrever algumas palavras. Sinto a minha respiração presa na garganta e sinto-me incapaz de reagir.
A nossa vida é vivida de acordo com determinadas regras que eticamente devemos seguir. No entanto, o que faz da nossa vida o que ela é são as nossas escolhas.
Até onde é que uma má escolha nos podes levar?
Temos tantas opções mas em certos momentos temos apenas duas hipóteses e ambas têm um fim aterrorizador.
A tragédia do 11 de Setembro foi algo que me fez não conseguir segurar as lágrimas e me fez sofrer. Todas aquelas imagens, o som do pânico, o som do choque, da explosão e o derradeiro som do nada, do vazio e da morte!
Houve algo que foi merecdor de um prémio Pulitzer. Uma fotografia, uma imagem que chocou o mundo e que revoltou várias mentes.

Momentos antes alguém teve que fazer uma escolha. Alguém teve escolher entre morrer queimado ou cair para o vale da morte. É uma imagem muito difícil de encarar. Contudo, ao olhar, eu vejo paz. Foi uma opção com que ele teve de lidar. Penso que foi uma escolha que terá achado a mais correcta e que portanto, lhe trouxe paz e calma num último sopro de vida!

terça-feira, setembro 05, 2006

Liberdade...

Muitos consideram a salvação sinónimo de liberdade, de ser livre!
Na minha opinião a salvação e a liberdade, embora com significados distintos, andam de mãos dadas!
Quando eu me sentir livre sem estar sob o controle de algo ou alguém, então é porque aí fui salva. Salvaram-me a alma e deram-me vida!
Para os termos de liberdade devemos ter em conta duas vertentes do seu significado. As definições tradicionais que nos foram ensinadas ( ou impostas) e a definição que corre dentro de nós!
Segundo um pequeno diccionário escolar:
Liberdade- independência; ousadia; franqueza.
Segundo o Oxford:
Freedom- the right to do or say what you want without anyone stopping you.
A minha definição de liberdade, de quebra de angústia, de respiração:


Ás vezes fogem-me as palavras,
Escapam-me como a areia
que tento apertar forte.
Será mesmo verdade que
o poeta precisa da dor?
Precisará ele dela para escrever
e se enaltecer?
Poeta não sou,
Apenas gosto das palavras,
Apenas sinto uma necessidade
escaldante em libertá-las,
E esta libertação
ocorreu com o sofrimento,
Com a dor, com a culpa,
A raiva de mim mesma.
Como agora, agora que lembro
E me desaponto comigo
Chorando de desespero
Contra uma folha de papel.
A liberdade tem definições tão leves que ao voarem para longe desaparecem por ter uma estrutura tão ténue.
Cada um a entende à medida que a vida nos ensina. Cada um a aprende à medida que o nosso código genético começa a tomar parte importante na nossa vida!
Para os Cranberries a Salvação é a liberdade!
'Salvation'
To all the people doing lines
Don’t do it, don’t do it
Inject your soul with liberty
It’s free, it’s free
To all the kids with heroin eyes
Don’t do it, don’t do it
Cos it’s not, not what it seems
Oh no it’s not, not what it seems
(chorus)
Salvation, salvation, salvation is free
Salvation, salvation, salvation is free
To all the parents with sleepless nights
Sleepless nights
Tie your kids home to their beds
Clean their heads
To all the kids with heroin eyes
Don’t do it, don’t do it
Cos it’s not, not what it seems
No no it’s not, not what it seems
(repeat chorus)

Bom!

Já alguma vez se questionaram acerca do bom, do agradável?
Eu tanto já me questionei que vivo com essa questão na minha cabeça. Para mim tudo precisa de ser bom e perfeito. Sou assim como sou!
Bom era cultivar o cérebro e a alma com o conhecimento de todo o mundo, tantas culturas, tanta informação e novidade. É bom, sair pelo mar numa prancha e saborear aquele momento em que só existimos nós e a perfeição de todo aquele azul. É agradável, subir a montanha, sentir a dicotomia frio e calor, sentir dificuldade em respirar só porque tudo aquilo é grande demais para nós. É bom criar amizades para uma vida e entrar em aventuras com um ombro para confortar.
Quanto a mim parece que tudo é bom menos esta vida que levo. Parece que quero estar onde não estou. E quem me dera puder estar!
Penso que é possível dizer que tudo é perfeito do modo simples que é. A nossa vida é perfeita e boa porque está a ser vivida da maneira que o destino nos foi conduzindo.
Bom não é o pensamento, o sonho. Bom, é o que existe.
Devemos estar gratos pela nossa existência tão diminuta numa terra cheia de perfeições e também desilusões.
Tudo é bom pelo simples facto de ser desejado ou apenas por existir!

segunda-feira, setembro 04, 2006

O mundo não acaba!

Estou aqui sentada com uma enorme vontade de escrever seja o que for. Acho que tenho mesmo só necessidade de exercitar um bocadinho os dedos, não será?
Hoje fiz uma busca pela net que achei uma perda de tempo, de início. Mas depois, tive uma surpresa que me deixou estupefacta.
Eu costumava pensar e relembrar aquela presença e sem quê nem porquê deparei-me com esse pensamento em carne e osso fora do ambiente familiar. Agora, sem sequer estar á espera, encontrou-me!
Fiquei feliz, foi uma surpresa.
Pode ser exagero mas por aquelas palavras, acho que posso chegar a uma conclusão. O mundo não acaba!
A vida continua aconteça o que acontecer. E se andei triste durante anos agora está mais do que na altura de acordar e dar novamente aquele sopro de ar, aquele sopro de vida!
Com isto não quero parecer que estou a criar qualquer tipo de expectativas, mas foi um olá de que eu estava a precisar!
Afinal, nós sempre ouvimos dizer, há vida depois da morte!
Só te quero deixar um beijinho muito especial porque és mesmo um querido.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Paredes que falam, paredes que ouvem

Quaisquer que sejam as paredes, sabemos bem que elas ouvem e têm a decência de guardar tudo.
Muitos desejam saber todas as palavras pronunciadas dentro de quatro paredes. Mas uma coisa é certa, elas ouvem e não falam.
Habitualmente as quatro paredes que tão bem nos conhecem são as paredes do nosso quarto.
O quarto é um refúgio e as suas paredes guardam segredos que jamais alguém saberá. O nosso quarto conhece as nossas lágrimas de tristeza, conhece aqueles momentos de raiva e angústia, conhece o beijo que nunca ninguém viu dar, conhece-nos a nós!
É certo que podemos confiar em tudo o que acontece dentro dessas paredes. Aí é onde tudo é secreto e bonito. É onde estamos protegidos.
São sagradas as paredes que nos embalam para esquecer a dor do mundo cá fora. São delicadas mãos que nos envolvem num calor seguro!