É de noite, ouço aquela música com um som típico de antigamente, com uma sonoridade perfeita de guitarra e violino, visto as calças de ganga, uma camisola quente e os botins para relembrar a época em que dei o primeiro sopro. Dou aquele passo que me separa da roupa e da futilidade das tendências e sigo o meu passo ao sabor do vento com cheiro de trovoada.
Tendo em ver o brilho da lua nas poças de água e vejo um reflexo branco, limpo, encostado a um poste. Olha-me com olhar aberto, sincero e cauteloso.
A minha tendência não trata de roupa ou coisas que tais. Tendo para as pessoas, para sentir o charme das pessoas diferentes.
O teu charme, a tua calma, encostados a esse poste fazem-me tender a avançar, a saber que no meio há sempre uma poça.
Não mentes, não precisas, mas tens cautela e desejo. Esse sorriso é sincero.
Esforço-me, apenas, por confiar naqueles que me olham e que se esforçam, realmente, por me ver. Palavras a mim não bastam, romantismo ou frases super adjectivadas. Não gosto de mentira.
Mentira só mesmo quando o meu coração me trama e não me faz compreender.
Existo, gosto de mim em toda a minha complexidade ou inconstância. Não preciso que mo digas ou que a tua sinceridade seja mentirosa.
Escrevo tanto, sobre tanto. Encontra o significado e deixa-me ser digna de te ouvir.