Especulo. Confundo. Relembro.
Talvez seja de mim mas quando ouço uma música, ouço ainda mais as palavras que ela me dá. Provavelmente estarei errada e não devia guiar as minhas especulações, quem sabe desejos, por aí.
O desapontar e a desilusão são equivalentes para ambos os lados e foi difícil quando deixaste de pisar o meu caminho e foi difícil acreditar. Acreditar...
Sinto uma confusão, uma falta de comunicação. São ditas palavras sinceras mas a meias verdades.
É difícil continuar com a culpa, a desilusão connosco próprios mas eu tentei caminhar. Não com tanta sorte como tu. Largaste o passado mais facilmente. O passado que nos pertence.
Lembro, sim.
Sinto uma saudade mas não do que passou, sinto saudade das pessoas que fomos mas penso mais em quem somos, agora.
É certo, o passado deixou algumas memórias mas a verdade é que agora nada disso faz sentido. Somos os mesmos mas com outra experiência, outros rostos. Gostava de te descobrir sem te afastar de mim com a habilidade que tenho tido para isso.
Quero-te ver feliz, quero-te ver a arriscar sem medos. Ainda te quero encontrar.
São tudo palavras, tenta ler com calma e perceber. Não te aterrorizes. Eu não sou tão má pessoa assim.
"A indiferença/com que estou/ao pé de ti/ é falsa./ É que eu amarro as mãos/ com a cabeça/ e mordo as amarras/ com o coração" (José Carlos Robalo)
