Aquelas coisas do momento

Aquelas coisas do momento que nos aparecem por razão nenhuma e que temos necessidade de partilhar. E porque as palavras merecem ser ditas, seja como fôr.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Especulo. Confundo. Relembro.

Talvez seja de mim mas quando ouço uma música, ouço ainda mais as palavras que ela me dá. Provavelmente estarei errada e não devia guiar as minhas especulações, quem sabe desejos, por aí.
O desapontar e a desilusão são equivalentes para ambos os lados e foi difícil quando deixaste de pisar o meu caminho e foi difícil acreditar. Acreditar...
Sinto uma confusão, uma falta de comunicação. São ditas palavras sinceras mas a meias verdades.
É difícil continuar com a culpa, a desilusão connosco próprios mas eu tentei caminhar. Não com tanta sorte como tu. Largaste o passado mais facilmente. O passado que nos pertence.
Lembro, sim.
Sinto uma saudade mas não do que passou, sinto saudade das pessoas que fomos mas penso mais em quem somos, agora.
É certo, o passado deixou algumas memórias mas a verdade é que agora nada disso faz sentido. Somos os mesmos mas com outra experiência, outros rostos. Gostava de te descobrir sem te afastar de mim com a habilidade que tenho tido para isso.
Quero-te ver feliz, quero-te ver a arriscar sem medos. Ainda te quero encontrar.


São tudo palavras, tenta ler com calma e perceber. Não te aterrorizes. Eu não sou tão má pessoa assim.


"A indiferença/com que estou/ao pé de ti/ é falsa./ É que eu amarro as mãos/ com a cabeça/ e mordo as amarras/ com o coração" (José Carlos Robalo)

quarta-feira, outubro 03, 2007

Loucos

Loucuras, sentimentos, impulsos, paixão.
Deixo-me levar pela idade, atravesso a minha fase nostálgica e solitária.
Estou a voltar ao que era, à confusão da minha cabeça, ao impulso que me deixa a balançar entre duas opções, ao querer e ao já não querer.
Esse olhar, o sorriso disparado quando entro na sala, as palavras, a sonoridade do meu nome. Tudo me deixa louca!
Perdida entre dois mundos, entre objectivos, entre impulsos que teimo em suprimir.
Eu preciso desse desejo, da paixão, quero arriscar, quero gritar, quero puxar os cabelos, perder a cabeça.
Eu estou a voltar, com o desejo de salvar a minha alma e de me tornar realmente forte, capaz de superar as contrariedades.
Eu quero amar, quero sentir-me capaz, sinto este desejo.
Esse olhar que não me larga, por vezes com um silêncio em completa oposição. O silêncio pede-me para parar mas o teu olhar arranca qualquer credibilidade a essa 'afirmação'. Na verdade, fazes as malas com o teu silêncio mas tens apenas um casaco vestido.
Desejo...