Aquelas coisas do momento

Aquelas coisas do momento que nos aparecem por razão nenhuma e que temos necessidade de partilhar. E porque as palavras merecem ser ditas, seja como fôr.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Cuida

Estás dentro ou saltas fora?

Confia, cai que eu cuido, não consigo correr atrás porque não me faz sentir o desejo. Não discrimino bem a mensagem quando é para eu tomar as rédeas e posso distorcer tudo na minha cabeça.
Aposta, eu vou estar aqui. Á espera e á espreita.
És a estrada por que tenho caminhado e continuo sem saber onde vais dar. Quero andar sem descanso e descobrir-te.
É um caminho longo...

segunda-feira, novembro 19, 2007

Catch me!

És o meu segredo. Não quero que sejas corrompido.
Tenho esta vontade de escrever e largar estas palavras.
Sinto uma vontade de me entregar e não pensar que tudo isto é um momento, quero que esta música dure até ao fim, não quero que alguém a termine a meio.
Tudo isto faz-me buscar o que há de mais calmo e pacífico e leal.
São só palavras, sentimentos.
Só não me quero entregar a uma mentira. 'Ele' floresce das cinzas quando estás mas se caio na mentira perco tudo, perco-me a mim!
És tão forte e é tudo tão natural.
Apanha-me que eu cuido!

sexta-feira, novembro 16, 2007

Fado Coimbra Serenata Monumental Queima

quinta-feira, novembro 15, 2007

"Maktub"

Há alturas tristes que suportamos um grande desespero na nossa voz. Guardamos o coração vazio, escondido pelo medo. Pois, às vezes a surpresa é mansinha e enrosca-se na nossa vida.
Foi sorte ou conspiração?
Foi bom, senti-te o rosto, guardei o teu cheiro e o teu sabor na dúvida do que viria 'amanhã'.
Veio-me ao estômago aquela ânsia, que doía de tanto querer. É só contigo, és só tu e eu gostei de relembrar a sensação.
Quebraste-me o pensar, quebraste-me a resposta.
Pois, eu quero mexer no meu destino e mudar a minha sorte, agora que sou "estrada com cadastro".

domingo, novembro 11, 2007

Símbolos soltos.

Falta-me o pensamento lógico, uma ordem de ideias.
Tenho a alma cheia de perguntas, de vazios, de silêncios que eu quero que gritem.
É comum a todos o querer felicidade, estabilidade. Eu quero história, eu quero dor e morte porque estas, são vida; quero conhecimento; entrega; paz.
É incrível este acelerar da respiração, das ideias a correr quando sigo uma palavra atrás da outra. Gosto de escrever e sei, sei que talvez não tenha sido feita para escrever porque a minha escrita é básica, é banal, é simples e igual mas é de mim. E é de mim querer arrancar mais daqui, escrever todos estes raciocínios ilógicos, escrever sobre mim porque na escrita não me consigo descentralizar, escrever e dar a conhecer estas palavras que teimaram em sair. Não necessariamente, dar-me a conhecer. Não! Não dou porque isto vem de mim mas não sou eu.
Quero histórias e é esta cidade, esta gente, esta prisão que mo dá.
Quero conteúdo!
Quero um dia dar tudo de mim e deixar-me cair confiando.
Com este 'deixar-me cair', imaginei-te a ti e a mim, deitados no chão frio a tentar buscar respostas e a sonhar. Imaginei!

sexta-feira, novembro 09, 2007

Deixa

Bebe, fuma. Estás disposto ou não.
Perdoa os que entram na tua vida e dão vida à tua tragédia quando nem tu sabes como és. Deixa-te ir, deixa-te guiar e comandar, deixa-te cair e sente a beleza do outro lado.
Não há tempo por que esperar, não podes esperar pela tua chegada, não podes permitir que a tua vida te passe diante do rosto comandada por alguém que não, tu.
Cai e aprecia o gosto da queda e sente bem o cheiro do teu levantar. Erra, experimenta porque tudo isso é fantástico.
Há um prazer no pecado, uma ânsia, uma vontade de sucumbir. Pois, então, eu digo: 'Peca, sucumbe porque tudo isso faz de ti quem és! Faz-te, fantástico! Gosta de ti como eu gosto de ti.' E porque eu gosto, sejas quem fores.
Deixa, permite, descontrola, sente-te comandado, não observes nada, fecha os olhos, olha para dentro de ti e sente que é agora que estás absolutamente submisso, que o pensar já nem é o teu pensar mas é bom.
Deixa-te ir mas volta.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Restrições.

Planeamos, retringimo-nos ao planeado na esperança que tudo tenha uma resolução simples e adequada. Sapatos velhos são substituídos por sapatos novos, tudo é objectivado.
No entanto, nem sempre estamos bonitos, nem sempre temos a maquilhagem posta correctamente. Por vezes, o plano não segue o plano, os objectivos mudam, os sapatos velhos mantêm-se!
Vejo, agora, que o baton vermelho pode ficar borrado por termos pendurado nos lábios um cigarro. O cigarro faz um mal terrível mas sabe bem, o movimento desordenado e contemporâneo do fumo do tabaco é bonito, é romântico.
A vida quer-se planeada mas é inconcebível sujeitarmo-nos a tal restrição. É bom o que não é normal, é bonita a novidade. É bom fazer o que nos faz sentir bem, estar com quem queremos na altura, embora nem aí tudo se mantenha conforme a ideia.
Quero sucumbir à vontade, a este bater acelerado que acordou o meu coração, quero-te puder dizer que sim, que pode ser e que deve ser. Quero que ainda queiras! No entanto, sei que não passa de uma súbita alteração de planos e que rapidamente arranjarei um plano B para continuar. Depois, desculpo-me e continuo e arrependo-me...
No final só vou querer viver.