Restrições.
Planeamos, retringimo-nos ao planeado na esperança que tudo tenha uma resolução simples e adequada. Sapatos velhos são substituídos por sapatos novos, tudo é objectivado.
No entanto, nem sempre estamos bonitos, nem sempre temos a maquilhagem posta correctamente. Por vezes, o plano não segue o plano, os objectivos mudam, os sapatos velhos mantêm-se!
Vejo, agora, que o baton vermelho pode ficar borrado por termos pendurado nos lábios um cigarro. O cigarro faz um mal terrível mas sabe bem, o movimento desordenado e contemporâneo do fumo do tabaco é bonito, é romântico.
A vida quer-se planeada mas é inconcebível sujeitarmo-nos a tal restrição. É bom o que não é normal, é bonita a novidade. É bom fazer o que nos faz sentir bem, estar com quem queremos na altura, embora nem aí tudo se mantenha conforme a ideia.
Quero sucumbir à vontade, a este bater acelerado que acordou o meu coração, quero-te puder dizer que sim, que pode ser e que deve ser. Quero que ainda queiras! No entanto, sei que não passa de uma súbita alteração de planos e que rapidamente arranjarei um plano B para continuar. Depois, desculpo-me e continuo e arrependo-me...
No final só vou querer viver.

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